
Cheegará um Dia
em que não existirá mais a banda RESTART, o dia em que não poderemos mais ficar ansiosissimos para comprar o novo cd, o dia em qe não ficaremos com a esperança de ouvi-los tocando na rádio, chegará o dia, em qe não faremos mais loucuras para conhece-los, o dia em qe não entraremos todos os dias no site, para ver se tem algum show em qe possamos ir, o dia em que somente os fãs de verdade, se lembraram a todo momento deles, o dia em que iremos rir de quando cantávamos as musicas na rua, na escola ou em casa mesmo, chegara o dia em qe não teremos mais noticias, nem fotos novas desses meninos, chegara o dia em qe iremos nos juntar com nossos amigos, e relembrar das palhaçadas do Thomas, das brincadeiras qe faziam juntos. Chegará o dia em que contaremos para nossos filhos e netos, o quanto eramos felizes, apenas por termos quatro pessoas no mundo, em qe faziam brotar um sorriso no rosto de cada fã. sem ao menos saberem disso e lembraremos de todas as loucuras que fizemos , para conhecer os nossos, chegara o dia em que iremos colocar aquele cd, naquele exato momento nos baterá uma enorme saudade , e nos daremos conta que , tudo o que fizemos e lutamos , valeu a pena , o dia em que nossos filhos chegaram em casa , e ouviram aquele cd , e acharam brega , chegara o dia em que nossos filhos iram para festas , e nossos marido ou esposa , dormirão no meio de um filme , e nos lembraremos dos encontros com nossos amigos , por um único e mais importante motivo , RESTART. chegará o dia em que nossa familia virá para uma ceia no natal , e nos perguntaremos como esta sendo o natal de , Pe Lanza , Pe Lu , Thomas e Koba, e mais cedo ou mais tarde , chegara o dia em que ligaremos a televisão , e nos surpreenderemos com a noticia da morte de algum deles , se não morrermos antes , veremos eles irem , e todo esse sonho , tera um fim , chegara também o dia em que nos morreremos , e a ultima coisa que iremos pensar é ; RESTART me ensinou tantas coisas , posso dizer que com eles eu ri , eu chorei e me emocionei , senti o maior orgulho , fiz tantos sacrificios e gritei , mais acima de tudo , eu posso dizer , que eu realmente fui feliz. ♥
Garotas ke escrevem
Dizem que garotas indecisas não conseguem ser felizes para sempre, e que não importa o que aconteça, estarão sempre insatisfeitas querendo o impossível e deixando para trás o possível, uma regra. Insanas, silênciosas e perigosas. São acumulativas e explosivas, costumam a guardar palavras e esconder sentimentos, são realmente ótimas nisso, fazem a todo momento. São fácilmente reconhecidas na rua, quase sempre com fone de ouvido no último volume, o olhar distante e lápis de olho borrado. Na maioria das vezes, se apaixonam pelo professor, ou pelo melhor amigo, isso porque valorizam a admiração e a compreensão, principalmente se for isso for perigoso e arriscado. Odeiam a monotonia do dia a dia, e vivem fugindo de alguma coisa, ou alguém. Se imaginam dentro de um livro eterno, e esperam sempre que na próxima página algo faça mais sentido. Nunca faz, nunca fez.
Evapoorar
– Você me ensinou que nada é para sempre.
- Mas, eu continuo aqui.
- Eu sei, é exatamente por isso.
Ela nunca entendeu o porque daquelas palavras. E eu sei, que nem mil explicações seriam o bastante para que isso acontecesse. A falta de oxigênio já não era mais pelo excesso de amor, e sim pela falta dele. A distancia fez com que o seu amor acabasse, eles nunca desgrudavam. Até então, para ele, tudo que permaneceu intacto tinha ido embora. Ela era diferente, ela ainda estava ali… Inteira. Aquilo o enjoou, e ele não poderia esperar nove meses para terminar. Deu naquele instante, luz a maior escuridão da vida dela, o adeus. Eu poderia descrever essa sensação em milhares de palavras, mas ainda sim seria incompleto. Sentimentos como aquele, não se descrevem, se escondem.
E foi isso que ela fez.
Não deixou nada evaporar, não chorou.
Faça o mesmo.
Moorrer de amoor
Todo fim de relacionamento dói. Minto, dói demais, dói cada pedacinho da alma e embora saibamos que não é uma dor física e está longe de ser uma doença, sentimos exatamente o contrário . O sofrimento é capaz de adoecer o corpo, causar calafrios, insônia e dores de cabeça. É tanta tristeza que não cabe no quarto ou nos cantos da casa. Dependendo do tempo da relação ou das promessas ditas e ouvidas, as coisas pioram uns noventa por cento, chutando alto. E por que não sentir? Por que não chorar? Cada lágrima que vai embora leva um pouquinho desta dor, cada vez que tocamos no assunto tentando entender as razões para o fim, a alma se sente mais leve e pouco a pouco as coisas voltam ao lugar. Uns demoram mais, outros demoram menos para esquecer, ainda sim esquecem, todos nós esquecemos. Pode parecer que não, mas quando nos damos conta, nem lembramos mais do que aconteceu ou porque tudo chegou ao fim, só restam as lembranças boas. Existem aquelas pessoas que não se conformam com a separação e passam dias tentando reatar a relação. Ok, eu acho válido tentar quando acreditamos que existe a possibilidade, por mais remota que seja. Ou para deitarmos a cabeça no travesseiro tendo a sensação confortável de ter ao menos tentado. Mas para tudo existe um limite, e acho que este limite tem a ver com a palavrinha “amor-próprio”, porque sinceramente, nenhuma relação seja lá de quantos anos, vale isso. Um dia passa e a gente se arrepende por cada coisa estúpida que fizemos, afinal, amor não se pede, tão pouco se cobra. Amor se sente, ou não. Se ele não quer mais, senta e chora. Aluga uma comédia romântica, chora mais um pouco. Tome litros de sorvete ou coma muito chocolate. As lágrimas secam, a dor passa e as espinhas somem, cedo ou tarde. Não sou capaz de lembrar quantas vezes eu disse que não amaria mais. Nem sei mesmo se amei todas as vezes que disse que amei. Sei que sofri terrivelmente em cada término, como se aqueles fossem os últimos momentos da minha vida. Eu esbravejei e me senti o ser humano mais azarado que já viveu neste planeta, chorei horas trancada no quarto enquanto me perguntava: “Porque ela? Porque não eu? Porque não eu? Porque não eu? Porque nunca eu?”. Mas é uma delicia saber que passa, sempre passa. Não passou ainda, mas vai passar. Por isso eu amo, e me perco, e me acho, e ressucito mil vezes com a alegria de quem viveu apenas uma vez. Mário Quintana escreveu: “É tão bom morrer de amor e continuar vivendo”, eu concordo.
Primeiiros erros
eu poderia inventar qualquer motivo para minha súbita volta para casa – ainda posso chamar aquele lugar de casa? – mas preferi não dizer nada, simplesmente chegar no pé da escada e gritar – desafinadamente – o nome da minha mãe, que obviamente me receberia de braços abertos.
A música no fone estava absolutamente alta, isso não permitia que meus pensamentos fossem muito além do que a vegetação da estrada que eu conseguia observar pela janela do ônibus: Vaca, morro, lagoa, vaca, morro, passado. Eu estava prestes a enfrentar tudo o que eu abandonei a pouco mais de um ano atrás, isso fazia com que aquela antiga e familiar dor no estômago voltasse. Fechei meus olhos com força e desejei com todas as minhas forças que aquela tortura também conhecida como viagem passasse logo. Não adiantou, mais quatro horas sentada e com um nó na garganta.
Voltar para casa significava abaixar a cabeça e admitir: Eu fiz merda. Embora eu saiba que eu não tenha voltado por esse motivo, para todos os os outros trinta mil – idiotas – habitantes era.
Chegamos.
Rodoviária, pessoas cometendo o mesmo erro.
Indo embora sem dizer adeus, sem colocar ponto final, deixando tudo em vírgula. Eu queria poder avisar, que quando se está em outro texto, reescrever uma antiga história é – praticamente – impossível. Era pra isso que eu voltei, fazer o impossível. Eu sabia o caminho de casa, mas não estava nem um pouco afim de pisar naquelas ruas repetidas . Chega de flashBacks por hoje!
- Táxi, essa rua, esse bairro, esse destino! Rápido, por favor!
Minha família sempre foi a mais perfeita do mundo, sempre reclamei de coração feliz. Meu pai era um cara misterioso, mas engraçado. Sempre tive um pouco de medo dele, mas nada que um bom abraço ou noite de cólica não me fizesse esquecer. Meu irmão seguia o mesmo estilo dele, quase um clone. Já mamãe era uma irmã, e eu a mais velha. Embora eu não tenha muita da minha infância na memória, sei que foi algo incrível. Tudo realmente mudou na minha adolescência, não sei exatamente quando, mas com certeza em algum momento entre um amor e outro. Ou dois ao mesmo tempo!
Abraços apertados, perguntas e mudanças súbitas de assunto.
Meu quarto estava exatamente como eu o deixei. Colagens na parede, coisas sem sentido em todas as gavetas e estrelas – muitas estrelas – no teto. A sensação de entrar naquele lugar, foi a melhor dos últimos meses. Era o meu mundo, onde as melhores – e piores – coisas da minha vida aconteceram.
Dormir o resto da tarde para só acordar quando as verdadeiras estrelas estiverem brilhando.
Já? Porque minha mãe nunca me acorda? Banho. Trinta e nove minutos para escolher a roupa, outros vinte para fazer uma maquiagem decente e um para comer e descer as escadas.
Enquanto caminhava naquela rua, e olhava as poucas vitrines da única rua principal da cidade, voltei a pensar no real motivo para eu estar alí. Eu precisava dizer e escutar algumas coisas, e aquilo precisava ser o mais rápido possível.
- Ele está?
- Pode descer aqui um minuto?
- Depois te explico, vêm comigo.
- Eu amei você com todas as minhas forças, e isso foi tão forte, que me anestesiou. Foi por parar de sentir que eu quis sentir novamente, por outra pessoa. Isso faz de mim a pessoas mais covarde do mundo, eu sei, mas quero que saiba que pensei em você durante todas as vezes que senti outro perfume, em outra pele. Não quero que você me perdoe, até porque isso já faz tempo demais, pra você provavelmente é indiferente. Quero apenas ser feliz por um tempo, e colocar um fim de uma meneira que eu não me sinta mais presa a você. Quero que você me faça sofrer, para que eu te odeie com todas as forças; Eu me conheço, vai funcionar. Aceita?
Fugindo do Erro
- Depois que a ficha cai, nesse caso, vem sempre a pior parte: Jogar de novo.
Eu sei as regras, te conheço o suficiente para saber que nada em você é de verdade. Sei perfeitamente que a cada palavra que diz, joga no vento um dado; e assim como em aposta sem sentido, quer chegar sempre na frente. Parabéns, você está vencendo e me deixando para trás. Dói agora, mas tenho certeza que depois de uma noite de sono – e choro – estarei melhor. Cicatrizando. Te assistindo de longe, e lembrando de como você mudou. Na verdade, bem no fundo sei que você continua igual, só que não comigo, com ela, com outras, com todas que as que se deixem levar.
Enquanto eu finjo que não ligo, e digo as brincadeiras mais sérias do mundo, eu tento chegar mais perto, mas tenho sempre a sensação que nunca é o suficiente. Enganar alguém que já sabe o final da história talvez não tenha mais tanta graça para você.
Nesse exato momento, quero colocar um outdoor bem em frente a sua casa, dizendo: Aqui mora um idiota. Mas, acredito que todos tenham um papel importante aqui na terra, e o seu é justamente esse, iludir, enganar e transformar garotas ingênuas.
Quer saber? Desejo que você seja feliz, só que para o meu bem, longe de mim.
Passado de Pelúcia
Considero-me uma garota como outra qualquer, pelo menos fisicamente. Não tenho seios extremamente grandes que façam de mim “gostosa” – já disse o quanto odeio essa palavra? – ou uma barriga que faça os homens tirarem minha blusa enlouquecidamente, na verdade, às vezes até eu morro de preguiça de fazer isso. Vivo em um lugar distante, onde provavelmente ninguém que leia esse texto conheça. Lugar onde o dia passa devagar, e as pessoas ainda se importam com que você veste. Não que isso seja um problema, já faz um tempo que aprendi a ignorar isso.
Adoro cantar no espelho, colar coisas fofas na parede e fingir que não me importo com o fato de não ser tão bonita como minha melhor amiga. Ser clichê é divertido, e admitir isso mais ainda. Mas infelizmente, minha descrição não acaba nessa frase. Por dentro me sinto diferente do resto do mundo: Tenho um coração que funciona ao contrário. Esqueço os caras que acabei de conhecer, e me lembro toda noite antes de dormir, dos que me fizeram sofrer. Queria me livrar dessa mania, mas quanto mais tento, mais faço. Acho que preciso de um manual “Como não esquecer um cara em cinco dias”, será que existe? Nunca encontrei.
Não brinco com os homens, apenas não desobedeço meu coração. Gosto de intensidade, mas odeio falta de liberdade. Quando percebo minhas borboletas estão entrando em extinção, abro minhas enormes e brilhantes asas invisíveis e saio voando por aí. Mudo o número do celular, entro sempre offline e atravesso a rua para não esbarrar. Acho que a maioria dos caras, são tão imaturos que precisem amadurecer dentro de mim por alguns meses. Aí depois volto, relembro, me entrego e me esqueço.
Guardo os ursinhos que ganhei até hoje, e durmo com eles toda noite. E se quer saber, a maioria deles cheira bem, diz “eu te amo” com um abraço, e a melhor parte, não cobram ou esperam nada por isso.
O plural do meu coração singular
Sempre me senti um pouco diferente, não que isso seja estranho, com o tempo percebi que isso é absolutamente normal na minha idade. É estranho saber disso. Porque eu não posso simplesmente não me importar? Eu deveria estar pensando na prova de amanhã ou em qualquer coisa que me faça sentir mais bonita. Não consigo. Meu ego é apenas um disfarce de tudo que sinto por dentro.
Desde que comecei a escrever, todas as minhas palavras tentaram descrever algo que eu ainda não tenho certeza que existe. Minha imaginação é fértil, e o meu coração também – pelo menos costumava a ser. Pessoas, simples pessoas que talvez hoje nem saibam da minha existência se tranformaram em personagens, com características, atitudes e sentimentos criados por mim. Mas, isso já não faz tanta diferença, meus sentimentos nunca duram para sempre. A história sempre acaba na metade.
Sei que quando o sentimento acaba, a pessoa continua.
Só ainda não aprendi a aceitar isso.
(Continua… Ou não)
Borboleta Interior
Sou uma garota quase com asas.
Minhas certezas vagam no meu passado, e o meu presente não passa de meia dúzias de mentiras e um cara que você provavelmente se apaxonaria. Eu queria ser diferente, mas quando vejo todos os outros penso que nunca conseguiria ser tão igual. Guardo um segredo que talvez você precise saber nesse exato momento: Dentro de mim existe um mundo imaginário repleto de borboletas que queimam.
Elas nascem no meu estômago, e em algum momento migram para o meu coração – quando eu percebo sempre é tarde demais. Nessa exato momento elas estão se movimentando, talvez querendo dizer alguma coisa. Nunca as entendi de verdade. As mais velhas morrem quando outras menores nascem no estômago, e é nesse ciclo vicioso que resumo minha vida sentimental dos últimos seis anos. Porque borboletas? Elas vivem tão pouco.
Não é justo o símbolo do amor ser o coração, quando o meu dói eu mal consigo parar de chorar.
No breve momento em que elas vivem no estômago é quando eu finalmente consigo descobrir o significado da palavra felicidade. Porque não assim? Eu estômago você, eu ainda estômago você.
Aproveite enquanto você ainda perde a fome por amor, corações são famintos e se alimentam de almas.
Amor a Três
Essa história assim como a maioria das outras histórias de amor, se divide em três.
Quem ama, quem não percebe e quem sofre.
Gostaria muito de dizer que foi eu quem recebi as flores naquela tarde de domingo, mas não, não foi.
Acredite, pior do que amar um cara, é amar – também – a namorada desse cara. Não duvide da minha feminilidade, apesar de sentir uma forte atração por mulheres, gosto mesmo é dos homens – dos mais depilados, idiotas e sorrideis possíveis. O problema todo começou quando cruzei na esquina da amizade e atravessei para a rua do amor. Uma questão de melhor amiga, se é que você me entende. Não quero contar detalhes, até porque dar a minha versão da história faria de mim a pessoa mais santa e avulsa do mundo. Eu não sou assim. Bom, pelo menos não até costumava a me sentir como uma garota dramática que escreve. O problema é que Lutar contra a razão e a emoção tem acabado comigo. Sinto-me exausta antes mesmo de levantar da cama; fingir que não me importo tem gastado mais de mim do que eu posso, e ficar de longe para economizar não tem funcionado muito. Já pensei em possessividade, egoísmo, inveja, competição… Coisas de menininhas da minha idade; mas esses sentimentos não fazem parte do que eu sou, mas foram a maneira mais óbvia que encontrei de explicar o que sinto. Não faz sentido, mas ama-lo faz muito menos. Assistir o filme, opinar nas melhores cenas e não poder beijar o ator principal não é divertido. Na verdade, dói… E é esse sentimento incontrolável, que nasce no meu peito e escorrega até o ponta dos meus dedos.
Termina e recomeça toda vez que alguém lê esse texto.
Espero que a pessoa errada não leia.
Ou não.